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sábado, 17 de outubro de 2015

YPIRANGA TAMBÉM SOBE, MAS PARA SÉRIE C

Redação: Futebol do Interior / Pós-Produção: @rsesporte_com / Fotos: Google Imagens




A festa promete não acabar tão cedo no Rio Grande do Sul. Isso porque se no sul gaúcho, o Brasil de Pelotas conquistou o tão sonhado acesso à Série B, o Ypiranga venceu a Caldense nas cobranças de pênalti em Erechim e está na Série C do Campeonato Brasileiro de 2016. O jogo acabou 1 a 1 no tempo normal, dentro do estádio Colosso da Logoa, pelas quartas de final da Série D.

CONFIRA!

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Leocir Dall’Astra está com o Ypiranga desde 2012, demonstrando o planejamento da equipe para entrar entre os 60 melhores times do futebol nacional. Agora, o Canarinho já tem calendário confirmado para o segundo semestre de 2016, com pelo menos 18 jogos na Série C, além do campeonato estadual nos primeiros meses.

A Rádio Mantiqueira FM 87.9 transmitiu o confronto com a narração de André Luiz, os comentários de Paulo Roberto e as reportagens de Ailton Fonseca. No plantão estará Wéder Souza, com todas as informações do esporte pelo Brasil e pelo mundo.

TEMPO NORMAL

No jogo mais importante do ano, os times começaram se estudando em campo, procurando controlar o meio campo. Mas, aos 11 minutos, Robson se desvencilhou bem da marcação e cruzou na medida para Laerte, que subiu mais que todo mundo e testou para o fundo das redes, na abertura do placar em Erechim, em confronto controlado por faltas.

Por volta dos 20 minutos do primeiro tempo, a torcida do Ypiranga se exaltou com o primeiro gol do time e arremessou um copo d’água no meia Ewerton Maradona, da Caldense. O quarto árbitro foi chamado, guardou o objeto e agora deve relatar na sumulo de jogo. Com isso, a promotoria pode denunciar o caso no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e punir os infratores.

Em jogo truncado, o Canarinho aproveitava as faltas para ganhar tempo, enquanto a Caldense ensaiava uma pressão, mas não conseguia chegar com efetividade no campo do adversário. Aos 45 minutos do segundo tempo, quando finalmente venceu a defesa adversária, Rafamar cruza na grande área e Jefferson Feijão ficou frente a frente com o goleiro Carlão, mas bateu pra fora.
Até que, aos cinco minutos de bola rolando no segundo tempo, Francismar cobrou um escanteio com maestria e Rafamar subiu para testar, mas, no meio da confusão, foi Robson quem empurrou contra o próprio gol. A partir daí, o jogo ficou aberto e a Caldense foi pra cima, mas o Ypiranga soube aproveitar os contra-ataques pelas pontas.

E o desespero começou a tomar conta do jogo. Isso porque o empate levava o jogo para a decisão nos pênaltis. Insistindo principalmente na bola aérea, o Canarinho pediu pênalti em Diego Miranda, mas o árbitro não assinalou e ainda deu cartão amarelo por reclamação. Pouco tempo depois, o mesmo atacante entrou forte no adversário e acabou expulso.

TENSÃO!

O apito final do árbitro decretou a decisão dramática nas cobranças de pênalti. A conversa no gramado mostrava o clima de nervosismo. O goleiro Carlão recebeu tentos abraços que até mesmo um sorriso escapou no canto da boca, mas não o tirou da concentração no momento mais decisivo na história recente do clube. Do outro lado, Neguetti se reuniu com os amigos e rezou no meio do gramado.

Entre os cobradores, o técnico Leocir Dall’Astra não seguiu nada conforme o previsto. Mesmo com uma pré-lista definida, a ordem foi escolhida de acordo com a confiança dos jogadores no gramado e até mesmo Gustavo, que entrou aos 49 minutos do segundo tempo, teria oportunidade de cobrar a penalidade máxima.

CARLÃO x NEGUETTI

O primeiro a ajeitar a bola na marca da cal foi Tiago Bernardi, da Caldense, que não decepcionou e bateu bem no canto esquerdo. Logo depois, João Paulo também mostrou categoria e jogou no ângulo esquerdo de Neguetti, numa bola praticamente indefensável. Mas a derrocada mineira começou com Jefferson Feijão, que tentou bater forte no meio e viu ela explodir no travessão.

Seguindo as formalidades, Branquinho e Gustavo do Ypiranga e Ewerton Maradona e Careca da Caldense também balançaram a rede, mas mantiveram o time da casa em vantagem. Até que o zagueiro Gonçalves correu para a grande área e, de cabeça baixa, bateu fraco no canto direito, fácil para o goleiro Neguetti, que explodiu de felicidade no gol.

Mas a festa estava programada mesmo para os gaúchos. Isso porque o meia Diney sentiu a pressão e bateu muito mal, no meio do gol, praticamente em cima do goleiro Carlão. Foi então que a decisão mudou de lado e caiu nos pés do atacante Saldanha. Frio, ele olhou nos olhos de Neguetti, correu para a bola e bateu firme no canto direito. Ela ainda chegou a tocar na trave de dentro do gol e voltar para a grande área. Mas já era tarde, o Ypiranga já estava na Série C.