Redação: Vitor Kellner / Produção: @rsesporte_com / Fotos: Google Imagens / Vídeo: YouTube
Em entrevista ao Jornal Zero Hora, o técnico do Brasil de
Pelotas fala sobre o entrosamento da equipe, destacou seus principais
jogadores, demonstrou preocupação com o ataque do Grêmio e disse como o Brasil
pretende repetir 1998 quando eliminou o Grêmio.
O técnico falou da importância da torcida nos jogos em casa:
“Jogar em casa é fundamental, a gente não teria a mesma campanha se o Bento
Freitas estivesse vazio” e lembra que por 4 gols o Brasil não decidiria a
semifinal no Bento Freitas: “Nesta hora, não podemos ficar lamentando que o
jogo não será em casa. Tenho é de estar satisfeito em jogar a semifinal,
estamos entre os quatro melhores. Também é necessário saber jogar fora de casa,
e temos um padrão para atuar longe do nosso torcedor. Das oito partidas fora de
casa na primeira fase, sofremos apenas uma derrota para o Inter no Beira-Rio.
Em jogos contra clubes do nosso tamanho, não perdemos”.
Zimmermann destacou seus principais jogadores: “Me preocupo
com o conjunto. Em jogo de mata, prevalece o emocional. É claro que quem joga
do meio para frente, como o Cleiton e o Alex, leva perigo. Mas tenho de deixar
todos em sua melhor forma” e falou sobre o adversário, tanto sobre o time: “Quando
se joga com o Grêmio, precisamos cuidar de tudo. Eles estão em uma ótima fase,
é um time bem treinado que faz ótima campanha na Libertadores. Em jogo de mata,
você tem de ter um cuidado especial com os atacantes, que ficam mais perto do
teu gol. Temos que nos preocupar com um conjunto de coisas, você não pode
isolar” quanto sobre o técnico Enderson Moreira: “Em primeiro lugar, parabenizo
os dirigentes por apostarem nesta renovação. Existe uma nova geração de
treinadores que estão se destacando, e o Enderson é um deles. É uma
característica do Grêmio, do presidente Koff, que já trouxe o Espinosa e o Luiz
Felipe no passado. O Mano Menezes, mais recentemente, também teve sucesso da
mesma forma. Esta boa fase é mérito da direção também”.
E relembrou 1998, quando o Brasil eliminou o Grêmio no
Olímpico: “Cada caso é um caso. São coisas que ficam para a história, não há
relação com o momento atual. É um feito que até hoje é lembrado. Mas agora é
outro jogo. Temos de ter boa marcação, posse de bola, qualidade e controle
emocional em um jogo decisivo. Esta recordação nos mostra que tudo é possível,
mas teremos de ter competência para ir à final”.
Rogério Zimmermann comentou o entrosamento da equipe: “É
muito importante. Mas a escolha dos nossos profissionais foi ainda mais. No
planejamento que elaboramos em 2013, trouxemos jogadores com perfil de primeira
divisão para jogar a Série A-2 e buscar o acesso. Agora, a gente já tinha um
time acostumado com a elite e só fizemos contratações pontuais. O segredo desta
regularidade é o planejamento feito há um ano e meio” e falou da dificuldade
para manter seu atletas após a boa campanha do ano passado: “Quando se tem sucesso,
é complicado. Temos jogadores competitivos, que atuam em qualquer divisão. Eles
poderiam jogar aqui por seis meses e sair. Mas foram conhecendo a cultura do
clube, a história, a torcida. E acreditaram em um projeto a longo prazo. Várias
equipes tinham interesse quando a gente subiu. A comissão técnica também
recebeu convites. Mas, com esta campanha, a gente vê que a permanência foi a
escolha certa”.
Veja todos os gols do Brasil no Gauchão até o momento: Imagens TV Xavante
A bola rolará para Grêmio e Brasil de Pelotas às 19:30 na
Arena, a partida terá transmissão do Premiere.
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